Audiência Pública na Câmara Municipal discutiu alternativas para a gestão do Hospital Regional
Encontro proposto pelo vereador Caio Valace (PDT) discutiu a transformação da unidade em Hospital Escola e alternativas para viabilizar o custeio regional.
A Câmara Municipal de Sete Lagoas realizou, na última quarta-feira, 13 de maio, uma Audiência Pública para debater o futuro do Hospital Regional e os impactos da unidade na rede de saúde local e regional. O foco central das discussões foi o Edital nº 16/2026, que trata da proposta de federalização da unidade, alternativa apresentada como uma possibilidade para discutir a sustentabilidade financeira e a estrutura técnica do hospital.
A reunião foi presidida pelo vereador proponente, Caio Valace (PDT), e contou com a participação do prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo); do vereador de Divinópolis, Vitor Costa (PT); do reitor da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Marcelo Pereira de Andrade; e do vereador de Caetanópolis, Luiz Eduardo da Silva Ramos, o Luizão (PDT).
O desafio do financiamento e o debate regional
Durante os debates, diversos participantes destacaram os desafios financeiros relacionados à manutenção da unidade e a necessidade de discutir alternativas de gestão compartilhada. O vereador Caio Valace (PDT) enfatizou que o hospital atende a uma região de 35 municípios e cerca de 600 mil habitantes, o que exige uma solução compartilhada. "Sete Lagoas é uma cidade polo e, evidentemente, temos que proporcionar o debate democrático acerca do futuro da gestão do Hospital Regional. Não podemos excluir os 35 municípios que fazem parte da Superintendência Regional de Saúde. O município de Sete Lagoas está em uma situação financeira caótica; não temos recursos para atrair essa responsabilidade sozinhos. Precisamos de parceiros e entendemos que o Governo Federal é o caminho, a exemplo do que foi feito em Divinópolis", destacou Caio Valace.
A experiência da UFSJ e os ritos para o Hospital Universitário
O reitor da UFSJ, Marcelo Pereira de Andrade, compartilhou a experiência da instituição e esclareceu que a criação de um Hospital Universitário (HU) em Sete Lagoas depende de um processo institucional rigoroso e de garantias do Governo Federal. "Depende de muitas variáveis, como vagas para docentes, técnicos, orçamento para construção de prédios e assistência estudantil. É uma decisão institucional que passa pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão e pelo Conselho Universitário. Nossa participação aqui visa relatar o percurso e os desafios que tivemos em Divinópolis. Como universidade pública com campus em Sete Lagoas, é nossa obrigação ajudar no desenvolvimento da região", explicou o Reitor Marcelo Pereira.
União política em prol da saúde pública
O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), trouxe o exemplo prático da federalização em sua cidade, ressaltando que a entrega do serviço à população deve superar as barreiras ideológicas. "A saúde não espera. Em Divinópolis, o hospital estava parado há 14 anos e, graças a essa proposta de federalização, ele passará a funcionar a partir do dia 1 de junho. Mostramos uma união muito grande: eu sou um prefeito de direita e as pessoas mais envolvidas na articulação eram de esquerda, mas não olhamos partido, olhamos o povo. O Hospital Regional não é do prefeito ou do vereador, ele é do povo", afirmou Gleidson Azevedo (Novo).
Participação Popular
A audiência, realizada no Plenário Deputado Wilson Tanure, foi aberta à manifestação de cidadãos, representantes de organizações e entidades de classe, reunindo representantes do poder público, da sociedade civil e de instituições acadêmicas para discutir alternativas para o modelo de gestão da unidade. Os encaminhamentos da reunião servirão de base para as próximas articulações políticas junto ao Governo do Estado e à União.
A Audiência na íntegra se encontra disponível no YouTube oficial da Câmara Municipal de Sete Lagoas.
Fonte: ASCOM CMSL.
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