O que mais cresce no Carnaval em Sete Lagoas e o que os comerciantes precisam fazer para lucrar de verdade
Especialista do Senac aponta setores além do óbvio e explica por que vender mais nem sempre garante tudo
Carnaval é sinônimo de movimento intenso nas ruas e no comércio de Sete Lagoas e região. Mas vender mais não garante, necessariamente, ganhar mais dinheiro. Para aproveitar o período sem dor de cabeça no caixa, quem vai abrir as portas no período ou empreender precisa atenção redobrada a custos, estoque e decisões rápidas, que fazem toda a diferença em poucos dias.
De acordo com o docente da área de gestão do Senac em Sete Lagoas, integrante do Sistema Fecomércio MG, e consultor empresarial Rodrigo Barbosa, que atua no carnaval há mais de oito anos, além de comida, bebida e fantasia, crescem durante a folia, atividades ligadas à mobilidade, conveniência, estética e eventos.
“O primeiro passo é entender que o consumo no Carnaval atende principalmente a necessidades imediatas. O transporte é um dos destaques, com aumento da demanda por motoristas de aplicativo, aluguel de vans para foliões, músicos e equipes técnicas”, destaca.
Também ganham força ofertas de beleza e estética rápida, como maquiagem temática, cabelo e tranças, além da cadeia de eventos e experiências. Fotógrafos, designers, confecções de abadás, eletricistas, montadores e profissionais de estrutura registram aumento expressivo de demanda, especialmente em cidades com muitos blocos e programação descentralizada.
Vender muito não garante tudo
Para ter bons resultados em poucos dias, o especialista destaca que não existe uma única variável decisiva. Um balanço favorável depende do equilíbrio entre giro alto, margem saudável e mix estratégico.
“Volume sem margem gera muito trabalho e pouco retorno. Já rentabilidade maior sem giro pode virar estoque parado, principalmente quando o produto é muito específico para o a época”, afirma.
A recomendação é manter uma operação simples, com um catálogo de giro rápido para garantir fluxo de caixa e alguns itens de maior vantagem, como kits ou combos. “Quanto maior o mix, mais complexa fica a operação. O tempo pede rapidez e repetição.”
Onde o retorno costuma escapar
Mesmo com movimento intenso, muitos negócios veem o resultado frustrar as expectativas. Para Barbosa, o erro mais comum é confundir faturamento com lucro.
“Perda de controle de estoque ou insumos, desperdício, compras de última hora com custo maior e equipes mal dimensionadas comprometem o saldo”, alerta. O risco operacional também pesa: chuva, mudanças no fluxo e imprevistos podem afetar diretamente as vendas ou execução do serviço.
Em meio à correria, acompanhar indicadores básicos pode evitar prejuízos. Entre eles estão:
· faturamento diário e por turno;
· ticket médio;
· produtos ou serviços mais vendidos;
· itens com baixa saída.
“Hoje, com pagamentos eletrônicos, esses dados ficam mais acessíveis e ajudam a ajustar a operação”, explica.
Base para estratégia
Mais do que um pico pontual, o momento pode funcionar como um laboratório de negócios. “É um momento para testar ofertas, avaliar a capacidade de atendimento e ganhar visibilidade”, destaca o especialista.
Segundo Barbosa, também é uma oportunidade de ampliar a base de clientes e formar caixa para os meses seguintes, que muitas vezes registram queda na demanda. “Quem entende o Carnaval como estratégia, e não só como festa, sai mais fortalecido para o resto do ano.”
Sobre a Fecomércio MG e o Senac em Sete Lagoas
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, abrangendo mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade, há 86 anos. Outra importante atribuição da entidade é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários(as), empresários(as) e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.
O Senac em Sete Lagoas está em atuação desde 1996 e destaca-se por oferecer cursos ágeis e técnicos nas áreas da Beleza, Gestão, Informática e Saúde, além de MBA e da Aprendizagem Comercial. A unidade conta com laboratórios, salão de beleza, cozinha didática, entre outros ambientes para atender a comunidade com cursos, palestras, workshops e oficinas de atualização e qualificação profissional.
A Fecomércio MG também trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor nos âmbitos municipal, estadual e federal. Com 86 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida de cidadãos e cidadãs e impulsionar a economia mineira.
Fonte: Rede Comunicação.
Qual é a sua reação?













