FIEMG faz balanço anual com indicadores econômicos

Dez 20, 2025 - 22:26
 0  77
FIEMG faz balanço anual com indicadores econômicos
FIEMG faz balanço anual com indicadores econômicos
FIEMG faz balanço anual com indicadores econômicos

Balanço Anula 2025 - Principais Destaques

Contexto Macro
O ano de 2025 foi marcado por maior incerteza no cenário internacional, com intensificação do protecionismo e da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Os Estados Unidos elevaram tarifas de importação, inclusive sobre produtos brasileiros, ampliando a volatilidade do comércio global. A economia chinesa desacelerou, sobretudo pela fraqueza da demanda interna, levando à maior pressão competitiva sobre mercados internacionais.
No Brasil, a atividade econômica perdeu fôlego em 2025, refletindo os efeitos da política monetária contracionista, apesar da resiliência do mercado de trabalho. O câmbio apreciado contribuiu para a desaceleração da inflação, mas o ambiente fiscal segue pressionado, com déficit primário elevado e aumento da dívida pública. 

Produto Interno Bruto
O PIB brasileiro cresceu 2,4% no acumulado até o 3º trimestre de 2025, abaixo do ritmo observado em 2024 (3,4%). A desaceleração ocorreu apesar do forte desempenho da agropecuária e da indústria extrativa, sendo mais intensa nos serviços e na indústria de transformação.
Em Minas Gerais, o PIB cresceu 2,0% no primeiro semestre, também desacelerando frente ao ano anterior. 
O PIB industrial avançou 1,7% no Brasil e 1,3% em Minas Gerais, refletindo juros elevados e menor dinamismo da demanda. 
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias desacelerou fortemente, enquanto os investimentos mantiveram crescimento moderado. 

Mercado de trabalho
O mercado de trabalho permaneceu aquecido em 2025, contrariando expectativas iniciais de desaceleração. A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,6% no 3º trimestre, o menor patamar da série histórica. Em Minas Gerais, o desemprego chegou a 4,0%, mínima histórica, mantendo o estado abaixo da média nacional. Houve expansão da população ocupada, da massa salarial e crescimento real dos rendimentos do trabalho.
Para 2026, espera-se arrefecimento gradual, em linha com a desaceleração econômica e os efeitos defasados da política monetária. 

Produção Industrial 
A produção industrial brasileira cresceu 1,0% no acumulado até setembro, impulsionada pela indústria extrativa. A indústria de transformação avançou apenas 0,5%, refletindo o ambiente de juros elevados e menor demanda.

Em Minas Gerais, a produção industrial cresceu 0,7%, desempenho positivo, porém inferior à média nacional. O avanço no estado foi sustentado pela indústria de transformação, com destaque para veículos, químicos e metalurgia. A indústria extrativa mineira recuou, impactada pela menor extração de minério de ferro. 

Perspectivas 
Para 2025, as projeções da FIEMG indicam crescimento do PIB brasileiro em torno de 2,3%, abaixo dos 3,4% registrados em 2024, refletindo o impacto da política monetária contracionista. O PIB da indústria deve avançar aproximadamente 1,5% em 2025, após crescimento de 3,1% em 2024, evidenciando perda de dinamismo do setor.
Em Minas Gerais, apesar da desaceleração, a economia segue crescendo, ainda que em ritmo mais moderado, acompanhando o arrefecimento do cenário nacional. O PIB mineiro projetado é de 2,0% e da indústria mineira de 1,6%.
Para 2026, o crescimento da atividade econômica tende a permanecer moderado, limitado pela manutenção de juros elevados e pelo ambiente de maior risco fiscal. A expectativa é de recuperação gradual da indústria ao longo de 2026, condicionada à eventual redução da taxa de juros e à retomada dos investimentos produtivos. 
O mercado de trabalho deve passar por desaceleração gradual em 2026, após registrar mínimos históricos de desemprego em 2025, acompanhando o menor ritmo de crescimento econômico. 
No cenário externo, a desaceleração da economia chinesa e a persistência das tensões comerciais globais seguem como riscos relevantes para o crescimento brasileiro.

APRESENTAÇÃO - PRESIDENTE DA FIEMG, FLÁVIO ROSCOE 
Flávio Roscoe, 54 anos, é presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) desde maio de 2018. Empresário com longa trajetória no setor têxtil, foi presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas no Estado de Minas Gerais (Sindimalhas) e da Câmara da Indústria da Moda da entidade. Atualmente, também é vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e presidente do Conselho de Infraestrutura da instituição. 
Com forte atuação institucional e foco no fortalecimento da indústria mineira, lidera uma gestão voltada para eficiência, inovação, defesa de competitividade e sustentabilidade financeira. 

Sobre a FIEMG 
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) é a principal entidade de representação do setor industrial em Minas Gerais, congregando sindicatos, empresas e instituições voltadas ao desenvolvimento econômico, à inovação e à qualificação profissional. Uma das principais realizações da atual gestão foi a reestruturação do Sistema FIEMG, com foco no aumento da eficiência dos processos e na redução de custos. A iniciativa permitiu que a entidade revertesse um déficit operacional de R$ 60 milhões, registrado em 2017, para um superávit operacional estimado de R$ 500 milhões em 2024. Em termos patrimoniais, até 2024, o patrimônio líquido acumulava variação positiva de 381,8% e os investimentos, de 582,9%. Já considerando a expectativa para o período de dezembro de 2017 a dezembro de 2025, esses indicadores avançam para 468,3% no patrimônio líquido e 420,7% em investimentos, reforçando a sustentabilidade financeira do Sistema e ampliando a capacidade de investimento no futuro da indústria. 

Educação - SESI e SENAI 
A FIEMG é responsável por uma das maiores redes educacionais da indústria no país. Em 2025, o SESI Minas contabiliza 24.365 matrículas na educação básica e 6.909 na robótica educacional. Já o SENAI Minas registra 249.999 matrículas, com meta conjunta de atingir 300 mil matrículas até o final de 2026. Atualmente, são 46 escolas do SESI e 65 do SENAI em funcionamento em Minas Gerais - número recorde de alunos na história das instituições. A meta é que o SESI supere 60 unidades até o fim do mandato de Flávio Roscoe, em 2026.

Temas prioritários da FIEMG 
Jornada 6x1: A FIEMG tem atuado de forma constante em 2025 na defesa da manutenção da escala da jornada de trabalho 6x1 no Brasil. Em abril, a Federação elaborou um estudo exclusivo que constatou que o fim da jornada 6x1 poderia comprometer até 16%do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, além de gerar impactos severos na geração de empregos, aumento da informalidade e elevação do custo da mão de obra. A ação faz parte de uma ampla mobilização da indústria em favor de relações de trabalho equilibradas e que garantam segurança jurídica, previsibilidade e competitividade para os negócios no país. 

Terras Raras: A FIEMG é protagonista no apoio ao desenvolvimento da cadeia de terras raras em Minas Gerais, com foco na transição energética e no fortalecimento da indústria de alta tecnologia. A entidade apoia projetos estratégicos no estado e lidera, em parceria com o SENAI, o CIT SENAI ITR - primeiro laboratório-fábrica de ímãs e ligas de terras raras do hemisfério sul, localizado na Grande BH. 

Dumping: A FIEMG tem atuado de forma firme na defesa da indústria mineira contra práticas desleais de comércio, como o dumping. A entidade cobra agilidade do Governo Federal nos processos de investigação e aplicação de medidas antidumping, buscando garantir a competitividade e a proteção do setor produtivo nacional frente à concorrência externa desleal. 

Licenciamento Ambiental: A FIEMG celebrou a derrubada dos vetos à nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental, considerada essencial para a segurança jurídica e desburocratização dos empreendimentos no Brasil. A entidade defende um licenciamento eficiente, técnico e célere, que concilie desenvolvimento econômico e preservação ambiental. 

Reformas Estruturais: A FIEMG sempre defendeu a necessidade de reformas estruturais no Brasil, com prioridade para a reforma administrativa, visando um Estado mais eficiente, enxuto e menos intervencionista. Em relação à reforma tributária, a Federação tem atuado para mitigar impactos negativos sobre o setor industrial, buscando simplificação e justiça fiscal. 

Crédito consignado: A FIEMG tem atuado de forma técnica em 2025 para reduzir os riscos de superendividamento dos trabalhadores provocados pelo novo modelo de crédito consignado. A Federação elaborou uma proposta apresentada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com foco na limitação da margem consignável, redução dos juros e impedimento do uso dos recursos para apostas.

Fonte: Imprensa FIEMG. Fotos Sebastião Jacinto Junior Fiemg.

Arquivos

Qual é a sua reação?

like

dislike

love

funny

angry

sad

wow

Diário Sete Lagoas Editor e Redator do Jornal Diário de Sete Lagoas.